Mobilidade e Locomoção

Para que é indicado o uso de bengala, muleta e andador?

Embora muitos que precisam tentem ignorar a existência deles, bengalas, muletas e andadores ajudam a promover melhor qualidade de vida. Para alguns, o uso destes acessórios é temporário. No entanto, dependendo da…

Equipe Clínica dos Pés Publicado em 02/06/2022 · 3 min de leitura
Crutches on sofa to help person with physical disability. Empty living room with walking support for transportation and accessibility. Medical equipment helping with mobility. Close up

Embora muitos que precisam tentem ignorar a existência deles, bengalas, muletas e andadores ajudam a promover melhor qualidade de vida. Para alguns, o uso destes acessórios é temporário. No entanto, dependendo da necessidade, a utilização de um destes modelos pode ser permanente.

Se escolhidos adequadamente, ajudam a melhorar a caminhada ou, em termos técnicos, a marcha do indivíduo. 

QUANDO O USO DE BENGALAS, MULETAS OU ANDADORES É INDICADO?

Nenhum destes modelos é limitado à idade do paciente, mas, sim, ao quadro clínico. Alguma das indicações são:

  • Auxílio em pós-operatório;
  • Reabilitação;
  • Em casos de perda de equilíbrio ao caminhar;
  • Dificuldades de locomoção;

Quem sabe qual é a melhor alternativa será sempre um especialista. Ainda que, aparentemente, seja algo leve e de pouca gravidade, é sempre importante procurar orientação profissional.

MODELOS EXISTENTES

Para cada necessidade existe um modelo de bengala, muleta ou andador indicado. Seja um médico ortopedista, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional que faça o acompanhamento do caso clínico, procure ajuda profissional. 

O intuito do uso destes equipamentos é ajudar o corpo a compensar o peso que recai sobre os membros inferiores a cada passo. Por isso, a escolha incorreta pode agravar o problema e provocar dores, já que esta compensação pode trabalhar de maneira errada.

  • BENGALAS

Indicada em casos de instabilidade, desequilíbrio ou dor, a bengala deve ser utilizada do lado oposto ao membro lesionado para haver melhor compensação de peso. 

Os modelos mais conhecidos são a tradicional, com dobra ou offset ou com múltiplos apoios.

Bengala tradicional em T, que se ajusta anatomicamente à mão. (clique aqui)
Modelo de bengala que une a dobra e quatro pontas de apoio. (clique aqui)

É importante que a escolha leve em conta a anatomia do indivíduo e o que se torne mais confortável para as atividades do dia a dia. 

  • MULETAS

As muletas são, em geral, recomendadas em casos de recuperação de fraturas e pós-operatório. Se não for usada em par, também deve ser posicionada ao lado oposto à lesão. 

Diferentemente da bengala, que acompanha a marcha “naturalmente”, as muletas exigem maior esforço. Os modelos de alumínio costumam ser mais leves e reguláveis, atendendo uma diversidade maior de pessoas. 

Existem dois tipos encontrados: as axilares, que têm o apoio logo abaixo das axilas e a de antebraço ou canadense, que como o próprio nome já diz, se encaixa no antebraço e são menos incômodas.

A muleta axilar tem seu ponto de apoio no corpo, como o nome já diz, logo abaixo das axilas.
Muletas canadenses ou de antebraço costumam ser mais confortáveis. (clique aqui)
  • ANDADORES

Estes são indicados para pessoas com maior dificuldade de locomoção e necessitam de maior apoio ao caminhar. Embora proporcione maior equilíbrio, também limita as atividades que podem ser executadas, como subir escadas, por exemplo.

Os andadores são encontrados em três modelos:

  • Tradicional: com quatro pontos de apoio, que oferece maior estabilidade, mas pode tornar a caminhada mais lenta, já que é preciso erguê-lo a cada passo.
Andador tradicional. (clique aqui)
  • Com rodas na parte frontal: torna a caminhada mais ágil, permitindo um movimento mais próximo ao normal – livre do aparelho.
Andador com rodas dianteiras.
  • Com quatro rodas: para pacientes com um nível de equilíbrio um pouco maior e mais ativos. Este modelo também pode contar com um assento para eventuais pausas.
Andador com quatro rodas e assento.

CUIDADOS NO USO

Seja qual for a necessidade e indicação profissional, é fundamental que os cuidados com ajustes de altura destes equipamentos para que não haja piora no quadro clínico.

Se você tiver que utilizar bengala, muleta ou andador, atente-se para regulá-los sempre na altura do quadril. Assim, a distribuição de peso no momento da caminhada será proporcional e exigirá menor esforço.

Treinar a caminhada com este novo acessório também é essencial. O ortopedista, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional responsável pelo seu caso deve treiná-lo para que não execute o movimento errado.

A qualidade das órteses também faz toda diferença. 

Na Clínica dos Pés há uma variedade de modelos que atendem cada necessidade, além de uma linha completa de acessórios e equipamentos que auxiliam na mobilidade.

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Conteúdo revisado pela equipe de podologia

A Clínica dos Pés atende em Florianópolis desde 1997. Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.

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